A evolução dos cosméticos. Dos produtos artificiais aos naturais.

Cosméticos fazem parte do nosso dia a dia. Seja para a pele, cabelo ou unhas, eles estão presentes na maioria das casas. Mas você sabe o que tem naquele seu cosmético favorito? Essa é uma pergunta que você já deve ter feito em algum momento da sua vida.

Provavelmente foi na seguinte situação:

Você está no banho. Por algum motivo, você pega a embalagem do seu shampoo e começa a ler os ingredientes. São muitas palavras que você talvez nem saiba o que significam. Eis que surge o questionamento: “para que servem todas essas substâncias?”.

Sem resposta, você chega à conclusão: “Bom, se eu comprei é porque deve ser seguro. Eles não iam deixar algo ruim ser comercializado”. Eles, no caso, é a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

 

QUEM VERIFICA SE O SHAMPOO QUE EU USO É SEGURO?

O papel da Anvisa é de proteger a saúde da população. Todo cosmético no Brasil precisa ser regularizado pela agência, que autoriza ou registra esses produtos.

Todas aquelas palavras que você lê no rótulo do shampoo, são substâncias que vão direto para o seu cabelo. A Anvisa autorizou, então você pode usar. Mas isso não significa que essas substâncias são as melhores. Em alguns casos, ingredientes como sulfatos, petrolatos e parabenos, podem trazer problemas com o uso prolongado.

Sulfatos, petrolatos e parabenos são substâncias muito comuns em cosméticos. Produtos com sulfato possuem base feita de sódio, e são os responsáveis por criar espuma como a do shampoo. Petrolatos tem o petróleo como base, e ajudam a dar mais consistência aos cosméticos. Já os parabenos funcionam como conservantes, protegendo contra bactérias e fungos.

Como foi dito, o papel da Anvisa é proteger nossa saúde. Para isso, ela utiliza 3 pontos principais ao analisar um cosmético: segurança, eficácia e qualidade.

São realizados muitos testes para garantir que um cosmético seja seguro para uso.

Nas quantidades autorizadas pela Anvisa, essas substâncias não irão prejudicar sua saúde. O que ocorre, no entanto, é que o uso excessivo desses produtos pode acelerar problemas desagradáveis, como alergias. Saber dessas informações fazem muita diferença na hora de escolher o seu próximo shampoo ou creme facial.

 

POR QUE A MAIORIA DOS COSMÉTICOS É FEITA COM SUBSTÂNCIAS ARTIFICIAIS?

O consumo de produtos de beleza tem aumentado a cada década. A quantidade de cosméticos que existiam nos anos 50 era muito menor comparada com a da década de 60. Nos anos 90, esse número foi multiplicado por 10. E hoje, a oferta é tanta que fica difícil escolher sem pesquisa.

Esse número elevado de produtos de beleza se deve à alta procura pelos consumidores. E para ganhar espaço, os cosméticos se tornaram cada vez mais baratos e acessíveis. Para que isso fosse possível, as matérias-primas tiveram que se adequar à realidade. Quanto mais barata, mais em conta seria o valor final que chegaria até o consumidor. É por esse motivo que substâncias sintéticas artificiais passaram a dominar os rótulos dos nossos produtos de beleza. Elas diminuem o custo final, mas é a nossa pele e cabelo quem pagam os juros.

 

SUBSTÂNCIAS SINTÉTICAS: PROBLEMAS REAIS COM BENEFÍCIOS ILUSÓRIOS!

Produtos como máscaras de tratamento, condicionadores, cremes de pele e óleos finalizadores, foram desenvolvidos para solucionar algum tipo de problema. Por exemplo, quem tem cabelos ressecados procura por máscaras de hidratação. Quem tem pele oleosa, procura por um tipo de máscara de tratamento facial.

A maioria desses produtos possuem substâncias sintéticas artificiais. Com o tempo, essas substâncias começaram a ser apontadas como causadoras de problemas, mais do que de soluções.

Hoje, elas são chamadas por muitos como ingredientes “proibidos”. Ou proibidões, como são conhecidas na internet.

Produtos com ingredientes “proibidos” apresentam benefícios imediatos, mas que a longo prazo trazem mais desvantagens do que vantagens. Por exemplo, um shampoo com sulfato forte cria bastante espuma ao lavar o cabelo. De início, isso não será um problema. Mas depois de várias lavagens, esse mesmo sulfato pode danificar os fios, deixando-os mais ressecados. Em cabelos coloridos e descoloridos, o dano é duas vezes maior.

No fim, cosméticos com essas substâncias apresentam poucos benefícios reais.

Hoje, sabe-se que esses cosméticos com ingredientes “proibidões” causam grandes danos ambientais. Petrolatos são difíceis de se dissolver, e podem acumular em esgotos, rios e oceanos. Sulfatos e parabenos também são grandes vilões do meio ambiente. Em contato com a água eles criam uma espécie de espuma, que em grande quantidade prejudica a absorção de luz solar pelas algas de rios e oceanos.

 

O CONSUMIDOR SE TORNOU MAIS CONSCIENTE.

A ECO 92, no Rio de Janeiro, foi o pontapé inicial de todo o movimento pró-ambiental que vivemos na atualidade. Dos anos 2000 para cá, esse movimento ganhou mais força, saindo das salas de aula e discussões acadêmicas para as prateleiras das farmácias e supermercados.

Reciclagem e coleta de lixo seletiva se tornaram algo comum. As empresas perceberam o poder comercial dessa nova era e começaram a oferecer embalagens biodegradáveis.

Produtos ecológicos, como eram classificados antigamente, se tornaram cada vez mais frequentes.

 

O BOOM DOS COSMÉTICOS ECOLÓGICOS

O desejo por produtos conectados com o novo momento provocou uma verdadeira revolução da beleza. O início foi tímido, com linhas naturais exclusivas e com edição limitada. As principais marcas tinham receio de investir nesse segmento, já que a grande maioria considerava produtos ecológicos pouco eficazes, em comparação com os de composição sintética.

Isso logo foi desmistificado, quando se percebeu os resultados na pele e nos cabelos. Esses produtos apresentavam poucos petrolatos, parabenos e sulfatos. Os benefícios foram reais e não ilusórios.

A demanda cresceu, mas a cadeia produtiva não estava preparada para absorvê-la. Por esse motivo, demorou um pouco para que cosméticos ecológicos se tornassem linhas permanentes, e não mais limitadas.

O marketing percebeu que o mercado de beleza se tornou “verde”, e passou a segmentar a classificação desses produtos. De ecológicos passaram a ser naturais, orgânicos ou veganos.

 

PRODUTOS NATURAIS, ORGÂNICOS E VEGANOS. QUAL A DIFERENÇA?

Lembra quando falamos da Anvisa? Como foi dito, é ela quem registra e autoriza a comercialização de produtos de beleza no Brasil. Infelizmente, não há uma regulamentação nacional específica para cosméticos naturais. Eles são regidos pelas mesmas regras que os cosméticos fabricados com substâncias artificiais.

Entretanto, existem selos particulares e internacionais que certificam se um determinado produto é natural, orgânico ou vegano. O problema atual é que cada selo tem critérios próprios específicos. Isso dificulta uma padronização.

Independente das porcentagens mínimas que cada selo exige dentro uma categoria, é interessante que você conheça o conceito de cada uma.

 

  • COSMÉTICOS NATURAIS

Produtos classificados como naturais possuem pouca ou nenhuma substância sintetizada em laboratório. Para entrar nessa classificação, os produtos precisam de uma porcentagem mínima exigida de substâncias naturais. Essas podem ser de origem animal, vegetal, mineral ou marinha.

  • COSMÉTICOS ORGÂNICOS

Nem todos produtos naturais são orgânicos, mas todos produtos orgânicos são naturais. Para entrar na classificação, a produção das substâncias naturais deve vir de fazendas certificadas. Da mesma forma que os produtos naturais, a porcentagem mínima depende da certificação ou de um selo a ser consultado.

  • COSMÉTICOS VEGANOS

Aqui as regras são mais rígidas! Substâncias que não são de origem vegetal são proibidas, assim como os produtos que passam por testes realizados em animais.

 

O FUTURO É VERDE

Hoje, a oferta de produtos naturais, orgânicos ou veganos é satisfatória, e tende a aumentar ainda mais nos próximos anos. É um segmento de mercado que ganha peso a cada lançamento. O futuro com certeza é verde!

 

Produção de Conteúdo Imakers

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